Seu evento online travou? O problema pode não estar (só) na internet
Você preparou tudo para o grande evento online da sua empresa. O palestrante é uma referência no mercado, o conteúdo é valioso e a audiência está engajada. De repente, a imagem congela. O áudio picota. A apresentação de slides não carrega. A primeira reação de todos, incluindo a sua, é culpar a “internet”. Mas e se o problema for mais profundo?
No mundo corporativo, nos acostumamos a resolver transmissões com soluções “self-service”. E para reuniões do dia a dia, elas funcionam bem. No entanto, quando o evento é estratégico, seja um lançamento de produto, um treinamento para equipes ou um town hall, a complexidade aumenta, e com ela, os riscos. O que muitos não percebem é que, na maioria das vezes, a causa raiz das falhas não é a conexão, mas sim um abismo silencioso entre duas áreas cruciais: a Produção Audiovisual (AV) e a Tecnologia da Informação (TI).
Pense nisso: de um lado, temos produtoras de vídeo excelentes em captar imagens incríveis, com qualidade de cinema. Do outro, temos equipes de TI que são mestres em redes, softwares e segurança de dados. O problema é que nem sempre essas duas áreas conversam de forma fluida. Uma produtora de vídeo pode não entender as nuances da compressão de dados para streaming, enquanto uma empresa de tecnologia pode não ter a sensibilidade para a captação de áudio limpo ou para a dinâmica de cortes de câmera.
É nessa falha de comunicação que os problemas nascem.
A solução é o que chamamos de convergência AV + TI. Trata-se de uma abordagem integrada onde uma única equipe domina as duas disciplinas. É garantir que o microfone do CEO (AV) esteja perfeitamente configurado para a plataforma de streaming (TI). É saber que a qualidade da câmera (AV) precisa de uma taxa de bits específica (TI) para não sobrecarregar a transmissão.
Outro conceito fundamental para o sucesso de um evento é a redundância.
Redundância é a nossa rede de segurança. É ter um plano B, C e D para cada ponto crítico: links de internet de múltiplos provedores, fontes de energia de backup para todos os equipamentos, encoders secundários prontos para assumir o controle. É a garantia de que, se um componente falhar, um sistema paralelo assume instantaneamente, de forma que sua audiência nem perceba a transição.
Na prática, tudo isso significa:
- Planejamento unificado: A escolha dos equipamentos é feita pensando na plataforma de distribuição.
- Qualidade ponta a ponta: O sinal de alta qualidade gerado na captação é preservado até chegar com clareza ao espectador.
- Gestão de riscos: Antecipar problemas e ter sistemas redundantes para garantir a continuidade.
Contudo, nem a melhor tecnologia ou o mais completo plano de redundância podem prever tudo. Imprevistos acontecem. É neste momento que o verdadeiro diferencial se revela: uma equipe experiente, organizada e pronta para agir sob pressão. Uma equipe que não apenas entende de câmeras e de software, mas que mantém a calma para diagnosticar um problema em segundos e executar a solução de forma coesa.
O sucesso de um evento online não se mede apenas pela tecnologia, mas pela experiência fluida proporcionada. E essa experiência é fruto da união entre uma infraestrutura à prova de falhas e uma equipe capaz de superar o inesperado.
Antes de planejar seu próximo evento, pergunte-se: meu parceiro me oferece apenas equipamentos ou uma estratégia completa de continuidade, incluindo a expertise humana para lidar com o imprevisto? A resposta para essa pergunta é a diferença entre o sucesso e uma tela congelada.
Rubens S. Meyer, CEO da Prima Estúdio
